Protesto de estudantes do IFSC interrompe sessão da Câmara em Garopaba
Alunos cobram solução urgente para transporte e denunciam dificuldade para chegar às aulas

Foto: YouTube/@CamaraGaropaba
Estudantes do Instituto Federal de Santa Catarina realizaram um protesto dentro da Câmara de Vereadores de Garopaba, cobrando soluções para o transporte até o campus da instituição. A manifestação ocorreu durante a sessão legislativa de terça-feira (17) e chegou a interromper temporariamente os trabalhos.
Com cartazes e manifestações no plenário, os alunos denunciaram dificuldades para frequentar as aulas após mudanças no sistema de transporte público da cidade.
Mudanças no transporte motivaram protesto
A mobilização aconteceu após restrições no uso das linhas escolares. Segundo relatos, os estudantes passaram a ser orientados a utilizar apenas o sistema de transporte gratuito “Tarifa Zero”, cujos horários não atendem adequadamente os períodos das aulas.
A situação tem gerado dificuldades diárias para dezenas de alunos que dependem do transporte público para estudar no campus do IFSC.
Sessão foi suspensa após manifestação
Diante do protesto, o presidente da Câmara interrompeu a sessão alegando quebra do regimento interno. Após a retomada, ele afirmou que o tema já vinha sendo discutido, mas destacou que a manifestação não seguiu os trâmites formais da Casa.
Apesar disso, vereadores se manifestaram favoráveis à reivindicação dos estudantes, destacando que o acesso ao transporte é essencial para garantir o direito à educação.
Solução depende de decisão do Executivo
De acordo com parlamentares, há negociações em andamento envolvendo estudantes, a empresa responsável pelo transporte e a Prefeitura.
Uma das alternativas em discussão é a criação de uma linha específica dentro do sistema Tarifa Zero, com horários compatíveis com as aulas. A medida, no entanto, depende de autorização do Poder Executivo e análise de custos.
Impasse continua e estudantes aguardam resposta
Até o momento, não houve solução definitiva para o problema. A falta de transporte adequado segue impactando a rotina dos alunos, que cobram uma resposta rápida para evitar prejuízos ao ano letivo.
O caso reforça o debate sobre acesso à educação e mobilidade urbana em cidades menores, onde o transporte público ainda apresenta limitações para atender estudantes.